ONUDI (ONU) reclama reglas más justas frente a "neocolonialismo" económico de países ricos
ONUDI (ONU) exige regras mais justas diante do "neocolonialismo" econômico dos países ricos
El mundo cuenta con los recursos, la tecnología y el conocimiento necesarios para erradicar el hambre y mitigar los efectos del cambio climático, pero se enfrenta a un gran obstáculo: la falta de voluntad política. Así lo advierte el director general de la Organización de las Naciones Unidas para el Desarrollo Industrial (ONUDI), Gerd Müller, quien denuncia la "hipocresía" y las prácticas de mercado "neocoloniales" de los países desarrollados. En una entrevista con EFE en Viena, Müller señala que el actual modelo económico perpetúa la desigualdad y requiere una transformación urgente hacia reglas más justas y beneficiosas para todos.
O mundo dispõe dos recursos, da tecnologia e do conhecimento necessários para erradicar a fome e mitigar os efeitos das mudanças climáticas, mas enfrenta um grande obstáculo: a falta de vontade política. É o que alerta o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI), Gerd Müller, que denuncia a "hipocrisia" e as práticas de mercado "neocoloniais" dos países desenvolvidos. Em entrevista à EFE em Viena, Müller afirma que o atual modelo econômico perpetua a desigualdade e exige uma transformação urgente rumo a regras mais justas e benéficas para todos.
"Los países industrializados tienen un enfoque claro: ellos toman los recursos como el litio, el cobre o el mineral de hierro, los sacan del país, los transforman en sus naciones y la creación de valor no se queda a nivel local", explica el exministro alemán de Cooperación y Desarrollo (2013-2021). El director general de la ONUDI recuerda sus visitas a minas en África y en América Latina, donde observó pésimas condiciones laborales. "Es inaceptable que los países ricos permitan que haya personas partiéndose el lomo por un dólar al día. Tomamos su riqueza, pero los dejamos en la pobreza", resume.
"Os países industrializados têm uma lógica clara: eles retiram os recursos, como o lítio, o cobre ou o minério de ferro, tiram-nos do país, transformam-nos em suas nações, e a criação de valor não fica no nível local", explica o ex-ministro alemão de Cooperação e Desenvolvimento (2013-2021). O diretor-geral da ONUDI relembra suas visitas a minas na África e na América Latina, onde observou péssimas condições de trabalho. "É inaceitável que os países ricos permitam que haja pessoas se matando de trabalhar por um dólar por dia. Tomamos sua riqueza, mas os deixamos na pobreza", resume.
Müller recuerda que fueron los países industrializados los principales responsables del cambio climático, mientras que continentes como África, que apenas genera el 2 % de las emisiones mundiales de CO2, afronta las consecuencias y un impacto devastador en su agricultura. A esta injusticia climática se suma la asfixia financiera: las naciones en desarrollo pagan más intereses por préstamos de lo que reciben en ayuda al desarrollo, con tipos de interés de hasta el 20 % en los mercados internacionales, critica Müller.
Müller lembra que foram os países industrializados os principais responsáveis pelas mudanças climáticas, enquanto continentes como a África, que gera apenas 2% das emissões mundiais de CO2, enfrenta as consequências e um impacto devastador em sua agricultura. A essa injustiça climática soma-se o sufoco financeiro: as nações em desenvolvimento pagam mais juros por empréstimos do que recebem em ajuda ao desenvolvimento, com taxas de juros de até 20% nos mercados internacionais, critica Müller.
"La tendencia actual es: todo para armamento, nada para desarrollo", lamenta. El jefe de la ONUDI contrasta los 2,9 billones de dólares invertidos en el mundo en defensa en 2025, con un aumento de 400.000 millones en los últimos dos años, frente a los escasos 174.000 millones destinados a ayuda al desarrollo, que encima son reducidos cada vez más.
"A tendência atual é: tudo para armamento, nada para desenvolvimento", lamenta. O chefe da ONUDI contrapõe os 2,9 trilhões de dólares investidos no mundo em defesa em 2025 — com um aumento de 400 bilhões nos últimos dois anos — aos escassos 174 bilhões destinados à ajuda ao desenvolvimento, que, para piorar, vêm sendo reduzidos cada vez mais.